... Assim como nós, os prédios refletem por fora, o que sentem por dentro ...
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Era um sábado cedo. Um lindo dia de sol. Sem muitas nuvens, porém, as
que tinham, enfeitavam o dia e mais pareciam camas de algodão. Sabe?
Daquelas onde pessoas cansadas, desiludidas, ou tristes, pensam em se
esticar e dar um cochilo para se sentir mais perto do céu, para
recarregar as energias, para estar perto de seus sonhos, ou simplesmente
para tocá-las e sentir que a vida não é tão áspera como a realidade
aqui embaixo, sabe?
Esse prédio me chamou a atenção, pela forma que o reflexo do dia
projetava nele. Era um prédio elegante e reluzente, com seus vidros
espelhados refletindo tudo o que estava a sua volta.
Pensei que aquela cena daria uma bela foto. Ao olhar mais
criteriosamente vi que além dos reflexos das nuvens, o local que eu
estava me permitia também perceber o reflexo de outro prédio nele
próprio. Nessa hora, tive um estalo e pensei na frase que abriu esse
post: "Assim como nós, os prédios refletem por fora, o que sentem por dentro".
Nosso exterior reflete o que sentimos por dentro, certo? Ao menos é o
que diz o ditado. E eu, modéstia à parte, concordo. Porque seria
diferente com os prédios? Por dentro, estão recheados de pessoas
querendo estar do lado fora, aproveitando a vida, mas que estão brigando
com elas próprias, fazendo o que muitas vezes não querem.
Sentem-se livres por dentro, refletem isso, mas seu semblante continua a
mostrar uma face gelada, fria e indiferente, como a estrutura daquele
prédio que me chamou a atenção.
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O click do momento
(...)
Caminhando pela Avenida Paulista, olhamos para cima e nos deparamos com prédios que refletem um pouco a vida - o ar, a luz, e o encanto do dia - que as pessoas perdem enquanto estão trancadas exercendo suas funções, seja ela qual for.
Caminhando pela Avenida Paulista, olhamos para cima e nos deparamos com prédios que refletem um pouco a vida - o ar, a luz, e o encanto do dia - que as pessoas perdem enquanto estão trancadas exercendo suas funções, seja ela qual for.
Parei. Pensei. Olhei para cima.
Tirei a máquina da bolsa ... Ajustei o foco e pensei: "Que sorte poder estar aqui".
Cliquei. Fiz a foto.
(...)
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