domingo, 30 de março de 2025

Mesmo sem escrever, eu escrevo...

 


 
E aí ontem, eu me peguei pensando: "Quanto tempo que não escrevo!"

Mas também, escrever sobre o que? A falta de vontade e de inspiração, muitas vezes me mata, e é aí que me dou conta que o recesso da escrita também é importante.

E então, como que no susto, me lembro de que escrever me faz bem, me liberta a alma.

As vezes, chego em casa, cansado, mas dá uma súbita vontade de jogar palavras no caderno, no computador, mas não sei como e nem porque a vontade se esvai.

As vezes, durante o dia, me toma de assalto uma bela história sobre um casal, que está vivendo um conto de fadas, ou histórias de amor frustadas, ou histórias do cotidiano, que me enchem de vontade de escrever, mas elas também se vão. A cabeça fica cheia de outras coisas, e a ideia vai embora.

As vezes amedrontado e ansioso para por coisas no papel, não ponho, por medo de julgamentos, ou pensamentos divergentes que as pessoas possam ter. A imaginação é poderosa, e perigosa em alguns casos, pessoas criam verdades dentro delas, sem conhecer fatos. E ai me lembro que ninguém tem o direito de julgar ninguém e ainda assim, a vontade se esvai.

As vezes em manhãs de sol, que me enchem os olhos de grandes belezas, e boas memórias e recordações, também não escrevo, porque a vontade se esvai.

As vezes algumas fotografias me remetem a um passado, ou me transportam para desejos de vidas futuras, me encho de energia e não consigo escrever, porque a vontade se esvai.

As vezes em dias nublados, frios e cinzentos, a vontade de escrever me dá um susto, mas ela se esvai.

As vezes, depois de meses longe da escrita, anestesiado por falta de tempo, de inspiração ou mesmo de vontade, nos momentos em que resolvi checar o blog (ontem e hoje), relendo os comentários que já recebi de alguns posts, me emocionei com vários deles, em que pessoas agradecem o que escrevi, por se lembrarem de coisas que viveram, ou que estão vivendo.

São essas vezes, nessas pequenas ocasiões de iluminação divina, muito mais que os grandes intervalos entre elas, que nos fazem quem somos. São essas vezes, e ainda muitas outras de que não me lembro agora e umas tantas sobre as quais, de tão sublimes e fugidias, não conseguirei jamais escrever. Só sentir.

São essas vezes, que as vezes, eu escrevo ... mesmo sem escrever ... em minha cabeça. Dentro de mim. Do coração.

Está na hora de retomar a escrita ...
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Acredite e viva!!! :D :D

Nada como o firmamento para trazer ao pensamento a certeza de que estou solido em toda área que ocupo, e a imensidão aérea é ter o espaço do firmamento no pensamento e acreditar em um dia voar...


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