quinta-feira, 15 de maio de 2025

:: Os Reflexos dos Prédios da Vida ::

 ... Assim como nós, os prédios refletem por fora, o que sentem por dentro ...


Era um sábado cedo. Um lindo dia de sol. Sem muitas nuvens, porém, as que tinham, enfeitavam o dia  e mais pareciam camas de algodão. Sabe? Daquelas onde pessoas cansadas, desiludidas, ou tristes, pensam em se esticar e dar um cochilo para se sentir mais perto do céu, para recarregar as energias, para estar perto de seus sonhos, ou simplesmente para tocá-las e sentir que a vida não é tão áspera como a realidade aqui embaixo, sabe? 

Esse prédio me chamou a atenção, pela forma que o reflexo do dia projetava nele. Era um prédio elegante e reluzente, com seus vidros espelhados refletindo tudo o que estava a sua volta.
Pensei que aquela cena daria uma bela foto. Ao olhar mais criteriosamente vi que além dos reflexos das nuvens, o local que eu estava me permitia também perceber o reflexo de outro prédio nele próprio. Nessa hora, tive um estalo e pensei na frase que abriu esse post: "Assim como nós, os prédios refletem por fora, o que sentem por dentro".

Nosso exterior reflete o que sentimos por dentro, certo? Ao menos é o que diz o ditado. E eu, modéstia à parte, concordo. Porque seria diferente com os prédios? Por dentro, estão recheados de pessoas querendo estar do lado fora, aproveitando a vida, mas que estão brigando com elas próprias, fazendo o que muitas vezes não querem.

Sentem-se livres por dentro, refletem isso, mas seu semblante continua a mostrar uma face gelada, fria e indiferente, como a estrutura daquele prédio que me chamou a atenção.

----
O click do momento
(...)
Caminhando pela Avenida Paulista, olhamos para cima e nos deparamos com prédios que refletem um pouco a vida - o ar, a luz, e o encanto do dia - que as pessoas perdem enquanto estão trancadas exercendo suas funções, seja ela qual for. 

Parei. Pensei. Olhei para cima. 
Tirei a máquina da bolsa ... Ajustei o foco e pensei: "Que sorte poder estar aqui". 

Cliquei. Fiz a foto.
(...)
 
< https://sobre-vivendo.blogspot.com/2013/08/os-reflexos-dos-predios-da-vida.html?view=magazine>
Mais informações →

domingo, 30 de março de 2025

Mesmo sem escrever, eu escrevo...

 


 
E aí ontem, eu me peguei pensando: "Quanto tempo que não escrevo!"

Mas também, escrever sobre o que? A falta de vontade e de inspiração, muitas vezes me mata, e é aí que me dou conta que o recesso da escrita também é importante.

E então, como que no susto, me lembro de que escrever me faz bem, me liberta a alma.

As vezes, chego em casa, cansado, mas dá uma súbita vontade de jogar palavras no caderno, no computador, mas não sei como e nem porque a vontade se esvai.

As vezes, durante o dia, me toma de assalto uma bela história sobre um casal, que está vivendo um conto de fadas, ou histórias de amor frustadas, ou histórias do cotidiano, que me enchem de vontade de escrever, mas elas também se vão. A cabeça fica cheia de outras coisas, e a ideia vai embora.

As vezes amedrontado e ansioso para por coisas no papel, não ponho, por medo de julgamentos, ou pensamentos divergentes que as pessoas possam ter. A imaginação é poderosa, e perigosa em alguns casos, pessoas criam verdades dentro delas, sem conhecer fatos. E ai me lembro que ninguém tem o direito de julgar ninguém e ainda assim, a vontade se esvai.

As vezes em manhãs de sol, que me enchem os olhos de grandes belezas, e boas memórias e recordações, também não escrevo, porque a vontade se esvai.

As vezes algumas fotografias me remetem a um passado, ou me transportam para desejos de vidas futuras, me encho de energia e não consigo escrever, porque a vontade se esvai.

As vezes em dias nublados, frios e cinzentos, a vontade de escrever me dá um susto, mas ela se esvai.

As vezes, depois de meses longe da escrita, anestesiado por falta de tempo, de inspiração ou mesmo de vontade, nos momentos em que resolvi checar o blog (ontem e hoje), relendo os comentários que já recebi de alguns posts, me emocionei com vários deles, em que pessoas agradecem o que escrevi, por se lembrarem de coisas que viveram, ou que estão vivendo.

São essas vezes, nessas pequenas ocasiões de iluminação divina, muito mais que os grandes intervalos entre elas, que nos fazem quem somos. São essas vezes, e ainda muitas outras de que não me lembro agora e umas tantas sobre as quais, de tão sublimes e fugidias, não conseguirei jamais escrever. Só sentir.

São essas vezes, que as vezes, eu escrevo ... mesmo sem escrever ... em minha cabeça. Dentro de mim. Do coração.

Está na hora de retomar a escrita ...
Mais informações →

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Coisas contentes..

 

Gosto de coisas tristes mas contentes. Não disse isto, desculpa, o que quero dizer é que gosto de coisas felizes mas tristes. Ora, "a mesma coisa", dirás! Talvez, mas o que te quero revelar é que sinto que sempre gostei de chorar quando estou alegre. A tristeza mais bela de todas é a felicidade com lágrimas nos olhos. Agora sim, exatamente isto. O contrário aqui não é verdade. As coisas tristes são realmente tristes, não havendo para mim qualquer beleza nelas. Ontem chorei no concerto do U2 e pensei em ti. Não me perguntes porquê, porque não sei. Nem tudo tem que ter uma resposta. Chorei, admito, como um rapazinho que não aguenta a emoção de ver a mãe chegar de uma viagem muito longa. 


Há muito tempo, durante a minha infância, o meu pai, fazia-me algo de muito parecido quando, religiosamente, chegava a casa por volta das seis e meia da tarde. Lembro-me bem, como se fosse hoje, que a minha mãe, conhecedora como ninguém da silhueta dele me dizia "vem ali em cima o teu pai" e eu, não duvidando nunca desta sensibilidade, corria de braços abertos a rua inteira para encontrar o regaço do meu pai, que me dava dois beijinhos e me trazia de volta, como recompensa, às Broas doces. Tinha seis anos, talvez menos, talvez mais, não sei, mas o que guardo daí era o meu pai parado no meio da rua, a rir-se, de braços abertos com se fosse um deus, orgulhoso e atento aos carros que passavam, à minha espera, para me atirar ao ar como só um pai sabe fazer. 

E depois daí, do alto dos seus ombros, sentia-me maior do que tudo à minha volta, e acenava à minha mãe que, com um lenço branco e humor refinado, gritava “ai, que rico filhinho, ai que bela prendinha!”

Se um dia for pai (Já sou
J ) , gostaria de ter um filho que fizesse o mesmo por mim, que corresse para mim como eu corria para o meu, que me amasse tanto como ele amava  (e ama, presumo) e me esperasse religiosamente como eu o fazia, todos os dias, esperando o sábio sinal da minha mãe que me dizia sempre, todos os dias antes de partir, "vai pelo passeio, pelo carreirinho (assim é que era), tem cuidado com os carros". 

Ainda hoje, com 30 anos, perdi a esperança de fazer com que a minha mãe e o meu pai deixassem de fazer os mesmos pedidos, as mesmas recomendações, os mesmos avisos. Invariavelmente, “não chegues tarde a casa”, “fecha as portas do carro”, “telefona quando chegares”. Não há maneira de os fazer desistir, da mesma forma, que se torna complicado desistir de alguém, de fazer as mesmas perguntas, de clamar idênticos pedidos. Não há outra forma, a não ser habituarmo-nos a isto, mesmo que nos pareça igual a sempre, mas desde que nos saiba tão bem como das primeiras vezes. 

E sendo assim, não resisto a uma estranha analogia entre tudo isto de que te falo e a paixão que sinto por ti. 



A minha paixão por ti é eu ser órfão, viver num reformatório e esperar pela visita de alguém que me tire dali. Calma, ainda não é isto. A minha paixão por ti é estar numa fila imensa com meninos mais bonitos que eu, bem melhor tratados, mas mesmo assim, fazendo tudo para que me escolhas a mim e me leves para fora. Porque é a ti que eu quero e a mais ninguém. E mesmo quieto, estou aos saltos cá dentro quando te vejo, mesmo mudo, estou a gritar para que me leves daqui, mesmo aqui, entre todos, faço força com os olhos para que fiquem maiores à tua passagem. E mesmo que não me leves desta vez, fico à espera de outra, e mais outra, até ao dia, em que não sobra mais ninguém, em que só estou eu ali, sozinho, sem mais meninos bonitos, sem mais nada, quase nu, com uma roupa velha e suja, à espera que me agarres. E se, mesmo assim, não o fizeres, quero que saibas que dali não saio sem ti, mesmo que ali fique, para sempre, toda a vida, na certeza de que não me vendi a outra pessoa, na esperança de que tu voltes. Porque é o teu regresso que me importa, porque é esse bocadinho em que te vejo que me faz ficar de lágrimas nos olhos mas contente cá por dentro. Porque é mesmo isto, é mesmo isto que eu penso, a mais bela das tristezas é a felicidade com lágrimas nos olhos.
Mais informações →

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Da Vida no Campo..

 


Morar no campo. Ah, que maravilha!

acordar ao som do canto do galo com o  revoar dos passarinhos, com o frio da mata, com o cheirinho do café e com o vizinho oferendo tapioca ou bolo de macaxeira para deixar farta a mesa... não tem preço

É bonito o anoitecer no campo. Às vezes romântico e nostálgico, porém, agradável e tranquilo.

Sentado na varanda da casa ou na praça da comunidade, contemplando o dia findar-se, o sol diminuir de intensidade e esconder-se no horizonte que agradável prazer..

Morar no campo. Que tranquilidade!

o gado mugindo no curral, fazendo soar os chocalhos presos ao pescoço, acomodando-se para ruminar e dormir; o guizalhar dos grilos; as estrelas no céu, pontilhando o firmamento com suas luzes cintilantes; o vento frio, soprando forte e ondulando as águas do igarapé .. ah que bom é..

Se dependesse de mim, entre morar na cidade ou no campo, escolheria a segunda opção. Ali, desfrutaria mais a convivência familiar; usufruiria o prazer de contemplar a natureza; estaria distante da violência urbana, da concorrência no emprego e dos conflitos sociais; moraria modestamente, mas com dignidade; não teria a comodidade dos centros urbanos nem a distração das grandes mídias; não assistiria as badaladas festas nem passearia nos shoppings às tardes. Mas, seria imensamente feliz.

 Ah quem queira reconhecimento, ah quem queira grandes empregos e bens materiais , EU só quero a tranquilidade de uma vida simples, rodeada do natural com pouco luxo e perto dos amigos e família a quem dão sentido a vida.  sem jamais esquecer do nosso Senhor Jesus Cristo a quem devemos louvor, adoração e agradecimento.

Ah a vida no campo...




 


Mais informações →

Minha Janela..


Minha Janela é Pequeninha, mas minha visão é gigantesca,
me pego a pensar como é bom voar, como é bom presenciar.
Gosto das coisas simples , do encontro não planejado,das brincadeiras inacabadas;  Da vida como ela é, ainda que cheia dos seus altos e baixos. A Final  parecida com  o  voo do avião é a vida. Decolamos, nos estabilizamos na altitude de cruzeiro, Pousamos
e alçamos voo novamente, um ciclo de chegas , paradas e partidas.


Mais informações →

terça-feira, 8 de junho de 2021

Sinto Saudades ...

                            

Uma das coisas mais fáceis de sentir e uma das coisas mais difíceis de conseguir descrever. Existem músicas, textos, frases, poesias, versos que tratam sobre a saudade, mas não consegui ver nenhum que a descreva em seu sentir real.

Por que?

Porque você sente saudade daquilo que contribui com o seu crescer,

E daquilo que no final te fez mal, mas que por muito tempo te fez bem.

Daquilo que te faz abrir um sorriso do nada,

Mas que também te faz encher os olhos de lágrimas,

Ou que fazem você querer reviver aquele momento;

E ainda, te fazem lembrar de uma coisa ou de um alguém inesquecível.

 

 

Porque, muitas vezes sentimos falta de uma pessoa ou de uma coisa,

Mais, que demais, de momentos que te enchem de paz

E de querer viver mais e mais.

Você ainda pode querer sentir coisas que foram bem vividas,

Pois a energia que nos arrebata pode nos trazer uma nostalgia,

Que nada mais é do que uma grande mistura de saudade com alegria

Como daquele lugar que cresceu, de seus amigos ou do seu colégio,

E ainda, daquelas broncas de seus pais ao fazer uma estripulia,

Ou até mesmo das maluquices que você fez na vida.

Além de que, você pode querer não mais viver algo,

Mas; porém, aquilo que foi tão gostoso, que sempre será bem lembrado.

E sim, você pode sentir falta disso,

Do cafuné, do afago, do cuidado, do carinho, do abraço,

E porque não… do beijo, do agarro, do amasso e do sexo

Do amor pedindo colo…

Porque você não sente só saudade de coisas materiais,

Mas especialmente dos sentimentos não verbais,

E também, daquilo que você não vivenciou ou que nunca mais vivenciará,

Pois os momentos já passaram e não irão voltar;

Já que a vida é como um rio,

As coisas, as pessoas e os momentos nunca serão os mesmos,

E que por esse motivo sentimos tanta saudade,

Contudo, creio que é impossível descrever esse sentimento.

Pois a saudade

É uma dor que só sabe o que é

Quem já teve:  saudade!

Mais informações →
Postagens mais antigas Página inicial

Contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Seguidores

Postagens populares

Acredite e viva!!! :D :D

Nada como o firmamento para trazer ao pensamento a certeza de que estou solido em toda área que ocupo, e a imensidão aérea é ter o espaço do firmamento no pensamento e acreditar em um dia voar...


Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog