sexta-feira, 10 de maio de 2019

Delirio.

 Já são três, quase quatro da madrugada. Não sei por que tenho um apresso especial por elas - elas quem?! As madrugadas ué - as madrugadas muito me encantam. Assim como me encanta agora o livro que estou lendo, ele é o motivo de eu estar acordado até tão tarde, morrendo de sono, mesmo sabendo que tenho aula amanhã. Para espantar esse sono, busquei uma xicara de café - minha xícara equivale a duas xicaras de uma pessoa normal - sim, sou viciado em café, tanto que, inclusive, a cafeína já não me faz efeito ao corpo. Você pode estar se perguntando: Então por que você foi tomar café já que a cafeína não te espanta o sono? Pois bem. Posso te responder com outra pergunta. Já ouviu falar em placebo? Então. Café, para mim, é placebáreo. Aliás, essa palavra não existe: "placebáreo", mas a ouvi de um professor de filosofia, ele ficou tão constrangido por ter falado uma palavra que não existe e repetiu tantas vezes que o que dissera estava errado, que essa palavra ficou gravada em minha mente. Estranho como dentre inúmeras aulas de filosofia, eu lembro muito bem dessa parte, em especial. Os erros dos outros ficam muito mais bem guardados em nossa mente que os seus acertos. Não é à toa que é necessário apenas um erro para desmerecer mil acertos. Acho que isso faz parte da nossa essência. O ser humano tem um certo medo de ser imperfeito e busca, no erro dos outros, consolo. Ou talvez isso seja só um delírio provocado pelo sono.  Talvez eu descubra assim que acordar.

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